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Brechó da Humanidade na Álvaro Moreyra

Brechó da Humanidade na Álvaro Moreyra

Brechó da Humanidade é um pequeno e incrível espetáculo de Teatro de Objetos, uma alegoria sobre a vida e os amores de Hannah Arendt, uma das mais importantes pensadoras da era contemporânea e testemunha dos anos sombrios da primeira metade do século 20. A dramaturgia não debruça-se apenas sobre a ascensão e a queda do terceiro império alemão, desdobra-se em fatos históricos e alcança os ocorridos durante o regime militar brasileiro.

Comumente associamos o velho à poeira, às traças e ao mau cheiro. O velho, nos nossos tempos, sucumbe diante à obsolência programada dos bens contemporâneos, a uma angústia, a esta “condição humana”.

Brechó ou mercado de pulgas, seja qual for o nome dado ao estabelecimento comercial que recebe, vende ou troca objetos antigos, na essência, trata-se de um lugar onde a história persiste em estar viva. Cada vez mais raros, estes estabelecimentos guardam memórias e permanecem como redutos da mais pura verdade sobre o momento em que vivemos: o velho será substituído pelo novo e isso é inevitável.

O espetáculo Brechó da Humanidade propõe uma resistência, uma pausa no tempo, uma pausa neste nosso tempo da Terra, e numa arena de três lados pretende instalar “um lugar atemporal”.

A atuação é tarefa para Rudinei Morales, premiado neste espetáculo com o Troféu Açorianos de Teatro – Melhor Ator 2016, o artista é o idealizador do Projeto Solos Animados, proposta de pesquisa ampla e continuada, focada na produção de espetáculos teatrais de repertório que utilizem, na sua concepção dramatúrgica, diferentes técnicas do Teatro de Formas Animadas e suas abrangências. Brechó da Humanidade é o segundo espetáculo deste projeto, que conta ainda com “O Teatro de Caixa”, que estreou em 2011 e segue em circulação pelo Brasil.

A trilha sonora original de Álvaro RosaCosta é composta por músicas inspiradas pela sonoridade dos próprios objetos de cena, buscando um estranhamento sensitivo, uma ambiência envolvente e constrangedora.

A direção de Liane Venturella é o brinde do espetáculo. Dotada de capacidade ímpar em embargar de teatro, dos recursos do teatro, qualquer trabalho em que se envolva, a experiência da artista, em mais de 30 anos de carreira, à credencia para executar uma direção limpa e objetiva, clara e contundente.

Local: Sala Álvaro Moreyra – Centro Municipal de Cultura de Porto Alegre.
Dias: 29 e 30 de março e de 05 a 13 de abril de 2017, quartas e quintas, às 20h.
Duração: 50 minutos.
Indicação: 14 anos.
Entrada: contribuição espontânea ao final do espetáculo.

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